(Da redação) Desde a última quinta-feira, foi oficializado que os remédios que têm os preços controlados pelo governo federal poderão sofrer reajuste em seus preços em até 3,54% a 6,01%, dependendo da categoria a que pertencem. Os índices foram oficializados no dia 14 de março pela CMDE (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
Cerca de 24 mil drogas terão seu valor afetado. Os medicamentos que possuem uma maior concorrência no mercado terão aumento de até 6,01%. Já os que foram classificados em categoria intermediária estão autorizados a reajustar em até 4,77%. E aqueles com menor índice de concorrência poderão elevar seus preços em até 3,54%.
Segundo a CMED, "somente os medicamentos fitoterápicos, os homeopáticos e alguns de venda livre, com relativo nível de concorrência em suas respectivas subclasses terapêuticas, não são submetidos ao modelo de teto de preços do ajuste". O cálculo de reajuste de remédios leva em conta o IPCA acumulado entre março de 2010 e fevereiro de 2011. Além disso, é observada a competitividade do produto no mercado – avaliada pela participação de genéricos no segmento. Quanto maior a participação, maior o percentual de reajuste. A composição do índice de reajuste observa também o ganho de produtividade das empresas.
As emprestas que produzem os medicamentos devem apresentar à CMED até esta quinta o relatório de comercialização com os preços que pretendem praticar após a aplicação da correção autorizada. Os novos preços terão validade de um ano a partir desta quinta.
CLIENTELA – Em Ji-Paraná a notícia do aumento ainda não chegou ao conhecimento da maioria. Até mesmo os donos e funcionários das farmácias da cidade não sabiam da novidade. “Acredito que este reajuste será feito pelos laboratórios e depois pelas farmácias, para depois ser repassado esse valor reajustado para nossos clientes”, afirmou Walter Agnelli, atendente de uma farmácia da cidade.
Sebastiana Lopes Silva, dona de casa, contou que o aumento no preço do remédio ajuda apenas as farmácias e laboratórios. “ Tá certo que existem essas farmácias que vende mais barato pro povo, mas eles devem estar aumentando o preço do remédio porque deixaram outros mais baratos”, analisa a senhora. Um dono de farmácia que não quis se identificar, conta que esses reajustes são feitos anualmente pelos laboratórios, só que muitas vezes o proprietário é quem paga a conta. “Como são reajustes pequenos, nós acabamos comprando dos fornecedores sem repassar a diferença para os clientes, só que depois de algum tempo não dá pra não passar esse aumento pros clientes, uma vez que nós não teríamos lucro”, concluiu o empresário.