Boa tarde! Ji-Paraná (RO), Quinta-feira, 24 / 07 / 2014


Projeto lento atrasa obras da Capela Mortuária
Data da notícia:19/07/2011

> Emenda para a construção está aprovada, mas precisa do projeto para ser liberada
(Raphael Vaz) Uma emenda de R$ 150 mil do deputado estadual Jesualdo Pires (PSB) está disponível para um projeto da vereadora Nair Barreto (PSDB), que prevê a construção de uma Capela Mortuária para a cidade de Ji-Paraná. O plano que foi aprovado na Câmara Municipal a cerca de quatro meses já possui essa verba disponível, mas ainda não saiu do papel.
Isso porque para empenhar a emenda é necessário que a Prefeitura do município apresente o projeto para construção do espaço, processo que segundo a própria vereadora tem sido muito moroso. “A responsabilidade está sobre o departamento de planejamento, que tem de apresentar o ideário de como será a Capela. No entanto, o plano para esse espaço tem sido muito moroso. A cobrança tem sido contínua, mas ainda assim estamos enfrentando demora”, revelou Nair.
Em sua opinião uma cidade com o porte de Ji-Paraná não pode mais ser refém da falta de um espaço destinado para as famílias velarem seus entes queridos. “Desde 1997 estou nesta Casa e percebo que a saída de muitas famílias tem sido utilizar o espaço da Câmara, o que se torna uma situação inconveniente para a família, devido ao movimento que existe no local. Além do mais, muitas vezes os velórios coincidem com dias de sessão dos vereadores e elas têm de ser canceladas para dar espaço ao serviço fúnebre, o que também não está correto”, apontou.
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PLANEJAMENTO [/B]– A Secretaria Municipal de Governo (SEMG) é a que prevê os planejamentos dentro da estrutura do poder municipal. A reportagem do CP entrou em contato com o secretário da pasta, Marcelo Aparecido de Oliveira, na segunda-feira (11), para perguntar a respeito do projeto.
Na oportunidade, Oliveira afirmou que o projeto para a Capela Mortuária já havia sido concluído, mas que a equipe que dirige o projeto achou por bem realizar algumas modificações, motivo que ainda atrasava o término do plano. Ele também afirmou que na próxima semana o projeto deveria estar concluído.
Nair, que é autora do projeto, confirmou a informação de Oliveira. “De fato ele havia sido concluído, mas nós achamos por bem fazer algumas alterações. O espaço do salão, por exemplo, estava muito pequeno e nós achamos por bem aumentar. Existiram algumas modificações também nos banheiros, área de jardinagem. Coisas bem pontuais”, declarou.
Ontem nossa reportagem voltou a entrar em contato com o secretário Oliveira para saber sobre o andamento do projeto. Segundo ele, o projeto continua em fase de ajustes e elaboração. Oliveira também afirmou não saber se já existe um local definido para a construção do espaço municipal. “Isso teria de ser visto com o prefeito, para saber se ele já definiu um local para a construção. Essas definições estão por conta dele”, afirmou. Ainda de acordo com ele, o projeto tem de estar pronto até semana que vem.
Nair explica que uma de suas maiores preocupações é o período das chuvas, que pode atrasar também a execução dessa obra. “Por isso tenho insistido bastante com a secretaria. Caso esse projeto demore mais para ser aprovado, vamos ainda ter de driblar as chuvas, que sempre prejudicam as construções”, anteviu a vereadora.


A questão do terreno

(Raphael Vaz) A autora do projeto, vereadora Nair Barreto (PSDB) tem acompanhado com interesse os desdobramentos que tem ocorrido em relação à construção da Capela Mortuária para o município de Ji-Paraná. Segundo ela, existem dois locais com maiores probabilidades de receber o espaço. Um deles próximo do antigo cemitério da cidade e outro, mais provável, nas imediações do Cemitério da Saudades, no segundo distrito.
“Por conta das pesquisas que fiz para esse projeto, creio que um espaço próximo do Cemitério da Saudade é o mais indicado. Ele traz uma série de facilidades, inclusive para a família que atravessa um momento tão doloroso quanto esse. Eu já conversei com o prefeito sobre o terreno aqui do primeiro distrito e falei com outras pessoas sobre esse outro, mas ainda não existe uma definição. No entanto, acredito que esse possível local próximo do cemitério seja a melhor opção”, atestou.
A reportagem do CP também contatou Anemilton Nascimento Leite, que é engenheiro civil e pós-graduando em Engenharia Ambiental. Segundo ele, é possível fazer um projeto sem que se saiba ao certo em que terreno ele será construído. “Um projeto básico dá para ser feito. Vamos supor que se quer fazer uma casa. Pode ser feito o projeto arquitetônico, o projeto elétrico das instalações e o projeto hidrossanitário para as instalações internas”.
Ele ressalva, no entanto, que a partir desse ponto é necessário ter conhecimento do local para dar continuidade a um projeto. “Dimensões, topografia, como vai ser feita a instalação da energia elétrica com a rede externa, a necessidade de se fazer uma fossa ou não, por que a depender do local pode já existir a rede coletora de esgotos. Tudo isso depende do terreno onde será feita a obra em questão”, detalhou Leite.
Ele também explica que o conhecimento prévio do local antes mesmo de iniciar o projeto básico já elimina esses pormenores que não terão de ser analisados em um segundo momento. “Se você já tiver o terreno, se podem prever esses detalhes ainda no projeto básico, o que torna muito mais simples e vantajoso o processo do planejamento, além é claro de baratear o processo”.



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